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Leandro Lourenço no seu e-mail.
Arquivo do mês: novembro 2012
Postado em: 30 de novembro de 2012 - Publicado em Acessórios, Dicas, Sapatos

Que a aparência de uma pessoa tem impacto na maneira como ela é julgada pelos outros, todo mundo sabe. Agora um levantamento feito por uma marca de meias da Inglaterra, a Socked, mostra que a peça também ajuda a definir esse perfil.

Pois é, a cor escolhida e o aspecto podem dizer algo sobre você. “As cores usadas ajudam a criar essa personalidade, a imagem desejada, e certos tons influencia a maneira como os outros interagem com você. Escolha a cor certa e já estará ganhando”, disse Mark Hall, um dos designers da empresa.

A pesquisa mostra que a única cor apontada como ‘certa’ para os homens usarem é a preta. Confira o que o estudo aponta em relação às cores das meias.

Pretas: usadas por homens elegantes e bem vestidos. A peça no tom expressa autoridade, poder, sofisticação e também mistério. Elegante e atemporal, a meia preta foi apontada como primeira e única opção para homens no perfil.

Branca: usadas por pessoas cujo estilo ficou nos anos 1980. Segundo o levantamento, é pecado mortal usar meias brancas, principalmente como modelos de sapatos abertos. A peça também foi associada a homens preguiçosos que não trocaram de meia após a prática de esportes ou a malhação.

Cinzas: usadas por banqueiros e padres. Segundo a empresa, a imagem passada pela peça cinza é a de uma pessoa cuja vida é muito regrada e chata ou, por outro lado, pode indicar falta de higiene.

Vermelhas: usadas por homens metidos a conquistadores, como políticos. Homens passam a imagem de serem briguentos e emocionalmente confusos.

Amarelas: usadas por quem quer chamar a atenção. Um homem que quer bancar o engraçadinho usaria peças no tom. Seria rejeitado na hora por qualquer grupo social.

Marrons: usadas por jardineiros e bibliotecários. Pessoas boas, confiáveis e equilibradas, com os pés no chão.

Azuis: usadas por médicos e administradores. O azul transmite a ideia de segurança e sucesso. Segundo o levantamento, homens com meias azuis são confiáveis mas não seguros o suficiente para usar meias pretas.

Douradas: usadas por novos ricos ou jogadores de futebol. O tom remete ao sucesso, riqueza e extravagância e foi associada à pouca noção de estilo e elegância.

Brilhantes: usadas por ciclistas e pessoas de até 11 anos. Os praticantes de ciclismo foram os únicos que reverberam aval de usar peças com brilho, já que se trata de item de segurança.

Meias estanhas: usadas por pessoas que se vestem no escuro ou malfeitores. Se o par de meias for nada convencional, a imagem transmitida é a de uma pessoa emocionalmente instável

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Postado em: 28 de novembro de 2012 - Publicado em Acessórios, Alfaiataria, Camisas, Moda Masculina, Verão

Tamanho

Os tamanhos das camisas prontas se apresentam por numeração (1, 2, 3, 4, 5 etc.) ou pelo famoso P, M e G. As camisas sociais ainda podem ser escolhidas de acordo com a circunferência do pescoço e, neste caso, temos as numerações como 38, 40, 42, 44, assim por diante. Já nas camisas sob medida, todas as partes das camisas serão confeccionadas com base nas medidas de quem vai usá-la.

Colarinho

Opte pelo colarinho adequado ao seu rosto e na medida certa do seu pescoço.

- Francês ou 1/2 Italiano: muito usado e bastante versátil, pois combina com quase todos os formatos de rosto.

- Italiano: curto e aberto, é ideal com um nó de gravata maior e mais volumoso. Muitos homens têm usado o colarinho italiano mesmo sem gravata. É uma opção para quem quer se diferenciar, porém não é ideal para quem gosta de um colarinho mais robusto, porque o modelo deixa o colarinho mais curto. Vai bem para rostos finos, alongados ou ovais.

- Inglês: mais pontudo. É usado normalmente por quem gosta de criar um estilo diferenciado, pois é alongado e estreito. Ótimo para rostos ovais, redondos ou quadrados.

- Americano: tem botões aparentes e é usado em versões casuais, porém há quem goste de usá-lo com gravata, como o empresário Eike Batista. Combina com todos os tipos de rostos.

- Curto: mais atual e moderno. É normalmente usado por quem gosta de um visual minimalista, ideal para usar sem gravata ou com gravatas bem estreitas e de seda mais fina. Bom para rostos médios ou pequenos. Evite usar se você é muito alto e grande.

- Arredondado: muito usado antigamente. Está ressurgindo em versão mais curta e baixa. Essa nova proposta sai do ar romântico para um estilo mais moderno. Bom para rostos médios ou pequenos. Evite de usar se você é muito alto e grande.

O ideal é que haja um dedo de folga entre o colarinho e o pescoço para não apertar muito, nem deixar muita sobra, caso use uma gravata. Dê preferência aos colarinhos que possuem barbatanas removíveis. Dessa maneira, você pode retirá-las para lavar e recolocar depois de passadas. Assim, o colarinho nunca vai ficar com as pontas uma para cada lado.

Punho

Deve ter cinco centímetros a mais que a medida exata da circunferência do seu pulso. Caso você use com relógio, ele deve se encaixar sob o punho, sem apertar. Entre os formatos mais comuns temos o simples, que tem as pontas arredondadas e é o mais clássico de todos; o chanfrado com corte nas pontas; e o reto, que é o mais moderno.

Ele pode ser fechado com um ou dois botões; reversível, quando é possível abotoá-lo com os botões ou com abotoaduras; ou duplo, que é usado com abotoaduras.

Ombro

Olhe no espelho e repare se os ombros da camisa estão proporcionais ao seu corpo. Uma dica para saber onde termina seu ombro é apalpar com a mão até sentir aquele osso quase na ligação com o braço. É neste ponto que a costura da camisa deve estar.

Torax

O ideal é que não sobre nem falte tecido nessa região do corpo. Do contrário, você vai ficar desconfortável usando uma camisa apertada ou poderão aparecer algumas pregas quando estiver com paletó ou casaco.

Para uma camisa de modelagem regular, ou seja, nem muito folgada nem muito justa, o ideal é que tenha aproximadamente dez centímetros além da medida exata da circunferência do tórax. Esta é uma folga adequada para dar mobilidade para quem usa a camisa e deixá-lo com aspecto elegante. O mesmo vale para cintura e quadril.

Manga

Solte o botão do punho da camisa, estique o braço e repare no comprimento da manga da sua camisa. O ideal é que o punho esteja entre dois e três centímetros abaixo do pulso (com as mãos fechadas) ou que o punho encoste-se à base do polegar. Não deixe que a manga da camisa, depois de abotoado o punho, fique com mais de três ou quatro centímetros de sobra. Mais do que isso é sinal de que sua manga está comprida demais.

Se você não gosta de nenhuma sobra de tecido nas mangas das camisas, vale lembrar que ao esticar o braço as mangas parecem mais curtas, quando estiver dirigindo, por exemplo.

Comprimento

Proporção é fundamental. Se for usar a camisa para fora da calça, o ideal é que esteja com o comprimento no máximo até o meio do zíper da calça ou bermuda. Alguns homens preferem os modelos mais curtos, mas é importante que esteja abaixo da linha do cós da calça, para que a barriga não apareça caso levante o braço, por exemplo.

No caso de camisas sociais, que tem uso para dentro da calça, o comprimento deve chegar até o final do zíper ou do cavalo da calça. Atenção para o comprimento da camisa, de modo a evitar de ficar com a barra saindo da calça por mais leve que seja o movimento que venha a fazer.

Tecido

Uma boa camisa deve ser feita com tecido 100% algodão, ou seja, totalmente com fibras naturais. Elas deixam o tecido “respirar” e permitem a boa troca de calor. O linho é outro exemplo de tecido natural ótimo para o verão.

No caso das peças com listras ou em xadrez, você deve reparar se a padronagem está em harmonia tanto na parte da frente quanto na de trás, observando principalmente as laterais. É comum vermos listras bastante desalinhadas nesta parte. Isto é sinal de baixa qualidade no corte e montagem da camisa.

Botoes

O importante é observar a prega dos botões. Prefira as camisas que não apresentem linhas soltas entre os buracos dos botões, pois se um fio estiver solto, basta um puxão para que o botão caia na sua mão. Os pregados com a linha de forma cruzada são os melhores.

Costura

Normalmente costuras com pontos mais largos e mais espaçados uns dos outros traduzem camisas casuais. Já camisas com as costuras e pontos menores sugerem um estio mais clássico. De um modo geral, as camisas com costura de boa qualidade tem de seis a sete pontos por centímetro.

Crédito da notícia: mulher.uol.com.br

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Postado em: 27 de novembro de 2012 - Publicado em Acessórios, Ternos, Tênis

Quem aí já quis usar um terno mas não sabia como deixar o look mais urbano, jovem e menos formal? Talvez esse desejo tenha partido das celebridades, que enfrentavam red carpets com ternos e sempre muitos iguais. Alguns sentiam falta de usar roupas mais descoladas e urbanas, ter uma identidade que fizesse a diferença! Até que os personal stylists resolveram incluir um novo item ao look social: o sneaker!

Hoje a tendência chegou na “vida real” e é super comum encontrar alguém com esse estilo em semanas de moda e baladas mais moderninhas. É uma forma fácil e bacana de unir dois estilos em algo novo. O look não deixa de ser alinhado, porém transmite uma vibe mais jovem e cheia de atitude.

Inspire-se nas fotos acima e atualize seu terno! Garanto que vai fazer sucesso…

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Postado em: 9 de novembro de 2012 - Publicado em Acessórios, Blazer, Calcados, Couro, Dicas, Homem, Jaquetas, Moda Masculina, Sapatos

Clássico, resistente e versátil, o couro protege e destaca como poucos itens do guarda-roupa masculino

Razões para ter jaquetas e acessórios de couro.

Versatilidade Além de ser elegante e clássico, o couro é uma matéria-prima que, moda vai moda vem, nunca sai da área.

Durabilidade Os insumos utilizados no tratamento químico para transformar a pele de animal em tecido de roupa tornam o couro muito durável. É comum peças passarem por gerações, de pai para filho.

Respirabilidade O tecido não abafa sua pele e, ao mesmo tempo, mantém a temperatura corporal. Serve para dias mais frios ou menos frios.

Melhores momentos O espírito rebelde e aventureiro marcam a presença da jaqueta de couro na história do homem. Inpire-se!

Década de 10

1914 Na Primeira Guerra Mundial, pilotos de avião belgas e franceses começaram a usar casacos de couro para se proteger do frio. Depois, o paraquedista americano Leslie Irvin fabricou o primeiro modelo clássico da jaqueta estilo aviador, chamado A1. Ele é curto (vai até o quadril), fechado com zíper e tem cintura e punhos justos (sanfonados).

1917 A Força Aérea Americana adota a jaqueta estilo aviador e passa a chamá-la de bomber.

década de 20

1928 A marca Schott, criada em 1913 pelos irmãos Irving e Jack Schott, desenhou e fabricou a primeira jaqueta de couro modelo perfecto para a Harley Davidson. Características dele: zíper transpassado, botões de metal e cinto de fivela.

Década de 30

1936 É o ano-cenário do filme Indiana Jones e a Última Cruzada, em que o ator americano Harrison Ford enfrenta os nazistas vestindo uma bomber.

Década de 50

1953 O cinema populariza nova versão da perfecto no filme O Selvagem, com o ator americano Marlon Brando.

1955 James Dean, ator americano símbolo de rebeldia e angústias da juventude, também adota o couro.

Década de 6

1960 O cantor americano Elvis Presley usa modelos justos, paletós de couro e jaquetas com franjas, inspiradas no Velho Oeste americano.

Década de 70

1974 O estilo da banda americana Ramones marca o visual de gerações: punks com jaquetas de couro cheias de correntes e tachas.

1978 O filme musical Grease, protagonizado por John Travolta e Olivia Newton-John, populariza no mundo uma galera de jovens que não vive sem a perfecto.

Década de 80

1982 O cantor americano Michael Jackson lança o disco Thriller e a inseparável jaqueta vermelha dele.

1984 O Exterminador do Futuro, filme com o austríaco Arnold Schwarzenegger, surge com uma perfecto à prova de ciber balas.

1986 O ator americano Tom Cruise não tira a bomber no filme Top Gun, Ases Indomáveis.

Século 21

2012 A jaqueta de couro continua referência de elegância nos caras que mais entendem de estilo por aí.

Vida longa ao seu couro

Cuidados essenciais para você fazer sua peça durar

Para saber se é de verdade A superfície e a cor do couro legítimo não são totalmente regulares – nenhuma pele animal é perfeita! Também vale checar a etiqueta da jaqueta: nela não devem constar itens como poliéster, algodão etc.

Para guardar No mínimo duas vezes ao ano, hidrate e impermeabilize o couro com produtos específicos para ele (você encontra em sapatarias). Guarde a peça em lugar ventilado – não em sacos plásticos. Nunca guarde antes de 12 horas depois de usá-la – até lá, pendure a jaqueta em alguma cadeira.

Para limpar Passe um pano úmido (quase seco) ou leve a jaqueta a uma lavanderia especializada. Jamais faça com sua peça de couro: esfregar com desengordurante, álcool ou bucha, lavar e secar na máquina. São coisas que deformam o tecido.
Para secar Sua jaqueta tomou chuva? Pendure-a num lugar arejado, sem fonte de calor por perto – nada de colocá-la atrás da geladeira.

Antes que seja tarde Vacilou e deixou sua peça de couro detonar? recupere-a já e não deixe estragos rolarem de novo Pasta desgastada Solução Hidratar com produtos específicos (você encontra em sapatarias) três vezes por ano.
Como evitar Limpar e hidratar ao menos uma vez por ano, sempre com produtos compatíveis com o tipo do couro.

Sapato com vinco Solução Não há. Uma vez marcado, couro que é couro não volta a ficar liso. Então, cuide…
Como evitar Ao guardar o calçado, ponha dentro dele uma forma de madeira e conserve o formato original do sapato. Mantenha o couro limpo e hidratado.

Sapato molhado Solução Deixe secar em local arejado, sem fonte de calor por perto. Depois de seco, espere 12h para guardar no armário. Como evitar Leve o calçado à sapataria para checar a possibilidade de impermeabilização. Ou pergunte isso ao comprá-lo.

Calçado – Verifique se o sapato está confortável – os pés incham no final do dia e sapatos de couro laceiam.

Mala – Ao escolher malas, pastas e carteiras, verifique se as costuras estão     em ordem.

Cinto – Qual a minha numeração de cinto? Some dez à medida da sua cintura. A sobra de tecido depois da fivela abotoada deve ser cerca de 6 cm.
Para aumentar ou diminuir Exagerou no tamanho dos pratos nos últimos meses e ganhou pança? Ao contrário, emagreceu?
Um bom sapateiro consegue mudar o tamanho de seu cinto.

Para durar mais Impermeabilize e hidrate a pulseira (com produtos específicos que você encontra em sapatarias) pelo menos três vezes ao ano (dependendo do uso). Para limpar Se ela for de couro liso e cores básicas (preto e marrom), use um pano úmido (quase seco). Se necessário, é possível tingir o couro.

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Postado em: 8 de novembro de 2012 - Publicado em Acessórios, Homem, Novidades

O Capitão Théo, personagem de Rodrigo Lombardi, na novela “Salve Jorge”, já está causando um reboliço no universo das jóias masculinas,generalizadas por mim, como “berloques”.

Não temos dúvida de que, aqui nos trópicos, reforçado pela quantidade de pulseiras e cordãos exibidos pelo time masculino em “Avenida Brasil”, os berloques deluxe, da Vivara, vão dar banho nos do príncipe Harry - ídolo deste blog.

A coleção da Vivara, em ouro e prata, é composta por dois “berloques”, uma corrente, uma pulseira e um anel, e já esta nas lojas.Como usar? Simples assim: coloque-os no pescoço, punhos e dedos, mas não os misture com outras jóias. São Jorge – Ogum - é protetor e milagreiro, mas muito ciumento. Não pague pra ver.

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Postado em: 7 de novembro de 2012 - Publicado em Camisas, Camisetas, Dicas, Homem, Moda Masculina, Verão

As listras conquistam cada vez mais fãs desde as criações de Coco Chanel, e agora, o toque de estilo chega definitivamente ao vestuário masculino. Logo, básicas e descontraídas, compõem produções de estilos variados, além de auxiliarem na valorização da silhueta quando usadas corretamente, acompanhadas do estilo preppy, tradicional ou navy, em meio ao trio vermelho, marinho e branco.

As listras reinam soberanas na semana de moda de Nova Iorque. No tão aguardado desfile de Marc Jacobs, listras horizontais e verticais criaram um interessante efeito óptico ao fim do desfile. Michael Kors, em sua coleção, trouxe referências dos anos de 1960 e 1990, e assim, muitas listras vieram à tona combinadas a cortes retos, tons sóbrios – preto e bege -, e vibrantes – amarelo, azul e verde.

Por sua vez, Tommy Hilfiger trouxe ao público masculino… listras! Horizontais, verticais, largas, estreitas, coloridas, monocromáticas, em detalhes ou no look total. Yohji Yamamoto, em comemoração aos dez anos de parceria entre sua grife, a Y-3, com a Adidas, apresentou nas passarelas a geometria das tradicionais três listras, marca registrada da grife esportiva.

Fica a dica:

Sejam as listras minimalistas ou exageradas, próximas ou espaçadas, traços geométricos conferem ao verão 2013 simetria e modernidade.  Para usá-las a seu favor, invista em peças ajustadas com motivos estreitos e sóbrios quando desejar alongar a silhueta. Opte então por aplicar a peça listrada à área do corpo a ser evidenciada; quando mais largas, espaçadas e coloridas, maior o destaque.

Por Selena Escher

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Postado em: 5 de novembro de 2012 - Publicado em Acessórios, Alfaiataria, Homem, Moda Masculina

Há mais de 40 anos no ar, Jô Soares é o exemplo de bem-vestir.

Humorista, apresentador de TV, escritor, artista plástico, diretor de teatro e músico nas horas vagas, Jô Soares pode não ter o porte de um Cary Grant ou o tipo de um George Clooney, outros personagens deste Clássicos. Mas, embora não se encaixe no tipo físico de galã, ele de certo modo os supera: continua sendo um ícone de bem-vestir aos 74 anos.

O showman percebeu cedo que seu tipo físico requer atenção especial na hora de escolher roupas – o que não quer dizer esconder-se sob peças escuras. Nascido no Rio de Janeiro, José Eugênio Soares, filho de um corretor da Bolsa de Valores e de uma dona de casa, soube encontrar um estilo e adaptá-lo ao seu corpo. Ele não veste roupas justas demais (que destacam os defeitos) nem largas demais (que agigantam a silhueta). Jô, que chegou a morar no hotel Copacabana Palace quando criança, e na adolescência trabalhou como office boy em um escritório de exportação de café, não tem medo de usar cores, estampas ou acessórios que chamem a atenção. São essas escolhas que o distinguem.

O humorista só começou a carreira artística após um período de seis anos no exterior, do qual voltou falando inglês, francês e italiano. De início, queria ser diplomata, mas teve de repensar esse desejo após ouvir “Independentemente do que fizer, você vai acabar mesmo é nos palcos”, do apresentador Silveira Sampaio, o precursor dos talk shows na TV brasileira.

Seu primeiro trabalho na telinha foi como redator e ator no programa Família Trapo, da Rede Record, e teve grande repercussão. No começo dos anos 1970, foi para a Globo, onde fez sucesso com diversos programas, entre eles Viva o Gordo, que eternizou personagens como o Capitão Gay e o Reizinho. De lá, foi para o SBT, a convite de Silvio Santos, com a promessa de ganhar o seu sonhado programa de entrevistas. O Jô Soares Onze e Meia evidenciou o lado cínico e sarcástico de Jô, características bem recebidas junto com sua irreverência.

No programa Sai de Baixo (1), de 1998; em um quadro de Planeta dos Homens (2), de 1978, e na Academia Brasileira de Letras (3), em 2005: Jô descobriu cedo seu estilo e a proporção certa das roupas.

Ao contrário de seus colegas de formato, como os norte-americanos David Letterman e Jay Leno, o talk show de Jô não convida apenas celebridades. “Já entrevistei o presidente em uma noite e um vendedor de amendoim na seguinte. Eu gosto dessa variedade”, declarou ele ao jornal The New York Times, em 2002. Por seu sofá, seja no SBT ou na Globo, para onde retornou em 2000, passaram alguns dos nomes mais importantes da música, do cinema, da moda e da política, como Tom Jobim, Gisele Bündchen e Luís Carlos Prestes. Além de desconhecidos muito curiosos, como uma bióloga que queria dar o nome de Jô, em sua homenagem, a uma espécie de minhoca, ou uma profissional que dava dicas a homens e mulheres de como exercitar os músculos pélvicos.

Fora da TV, o carioca radicado em São Paulo, proprietário de um apartamento com mais de 600 metros quadrados no bairro Higienópolis, é um fenômeno. Já publicou sete livros e esteve envolvido em mais de 30 peças de teatro e 20 filmes, seja como ator, diretor ou roteirista. A quase unânime simpatia que desfrutou por anos sofreu alguns baques nos últimos tempos. Os humoristas do Pânico na TV, em 2005, o perseguiram para que calçasse as “sandálias da humildade”, título outorgado a figuras tidas como antipáticas e arrogantes. A provocação mais recente, também vinda do Pânico, é o personagem “Jô Suado”, que satiriza sua fama de falar mais que os convidados durante as entrevistas. Mesmo visivelmente incomodado com as brincadeiras, ele foi elegante: calçou as tais sandálias e declarou gostar de sua imitação.

Na verdade, para irritar mesmo Jô Soares, a melhor tática é chamá-lo de “gordinho”. “Gordinho é preconceituoso. Eu sou gordo mesmo!”, costuma dizer. É provável que, justamente por sua forma física, Jô tenha se tornado referência de estilo no Brasil. Ser gordo sempre foi seu grande charme. Mesmo largo, ele usa peças adequadas ao seu corpo. As calças de corte reto, os cardigãs de tricô e os blazers disfarçam suas proporções. E detalhes chamativos, como cores fortes ou acessórios inusitados, quebram o que pode parecer monótono.

O estilo de Jô faz referência a épocas passadas. Tem muito do preppy, que busca inspiração nas universidades americanas e mistura peças de alfaiataria a outras esportivas. Durante o último Risadaria, evento de humor que o homenageou em 2011, foram expostas fotos e peças clássicas de seu vestuário. Ele declarou: “Tudo o que está aqui veio do meu armário. Parece museu, mas eu uso”. Jô se referia a suas clássicas gravatas-borboleta estampadas, aos relógios, suspensórios e óculos no melhor estilo retrô. O homem que deixou o humor brasileiro mais farto é puro senso de humor.

Elegância sem medida


O look retrô de Jô se adapta bem a gordos ou magros

1. Suéter de tricô de algodão VR Menswear, R$ 299, camisa de algodão Lacoste, R$ 299

2. Suspensório de elástico e couro Brooksfield, R$ 249

3. Óculos de titânio Michael Kors, R$ 600, na Marchon

4. Blazer de algodão Carolina Herrera Sport, preço sob consulta

1. Suéter de tricô de algodão Gucci, R$ 1 710

2. Gravatas-borboleta de seda Petulan, R$ 438 (vermelha), Rich, R$ 139 (branca)

3. Relógio de metal MinhaAvó Tinha, R$ 150

4. Lenço de algodão Babel, R$ 40 (xadrez), lenço de seda Brooksfield, R$ 99 (bolinhas)

5. Calça de algodão Crawford, R$ 239,90

6. Blazer de lã Gant, R$ 1 390, camisa de algodão VR Menswear, R$ 159, gravata de seda Carolina Herrera, R$ 400

7. Car shoe de couro Shoestock, R$ 129,90

Crédito da notícia: Revista Alfa


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Postado em: 1 de novembro de 2012 - Publicado em Alfaiataria, Blazer, Dicas, Homem, Moda Masculina, Ternos

O blazer é uma das peças curingas do seu guarda-roupa. É útil para quase todas as situações, podendo ser combinada com camisa social, camisa pólo, camisa jeans, calça jeans, malha de gola rolê, calça de veludo, calça social. Com gravata ou sem gravata. Pra se proteger do friozinho com elegância. Se você é mais descolado pode juntá-lo com um tênis baixinho e clássico. Se não, ele mantém uma ligação natural com o sapato social. Existem vários modelos para vários gostos. Escolha o que lhe cai melhor:

PALETÓ DO TERNO

Na falta de um blazer, o paletó do terno pode quebrar o galo. De preferência deve ser azul marinho, clássico, com dois ou três botões e o tecido pesado. Saiba de antemão que ele pode sofrer um desgaste e não ficar mais do mesmo tom da calça. As duas peças juntas podem denunciar que já foram separadas!

BLAZER AZUL MARINHO

Este é o curinga dos curingas. No verão pode ser de gabardine, e o inverno, de lã. Pode ter dois ou três botões. É uma peça atemporal que está acima das tendências e flutuações da moda. É um ótimo investimento que dura muitos anos.

BLAZER DE VERÃO

Cai muito bem um blazer com padrão xadrezinho miúdo, 100% algodão.Pode haver uma pequena mistura com poliéster para amassar menos. a estrutura deve ser leve, com apoio aos ombros. Não exige forro e pode ter dois ou três botões. Cai bem com as calças de verão, brim, jeans e sarja. É um modelo clássico.

BLAZER DE INVERNO

O marrom é uma cor de blazer que cai bem no inverno, principalmente com as lãs, em xadrês miúdo e tweeds. Na verdade o marrom cai bem com todas as texturas do inverno. Você pode optar por reforço de camurça ou couro nos cotovelos, desde que eles fiquem em tons de bege e marrom para não gerar muito contraste. Os botões do blazer podem ser de couro e mais vistosos. Temos visto em desfiles e já nas lojas, blazer de inverno com os botões cruzados, aqueles grandes que ficam com botões de um lado e do outro. Podem ser um pouco mais acinturados, com bolsos laterais e são muito modernos e elegantes.

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