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Leandro Lourenço no seu e-mail.
Arquivo da tag: Alfaiataria
Postado em: 5 de novembro de 2012 - Publicado em Acessórios, Alfaiataria, Homem, Moda Masculina

Há mais de 40 anos no ar, Jô Soares é o exemplo de bem-vestir.

Humorista, apresentador de TV, escritor, artista plástico, diretor de teatro e músico nas horas vagas, Jô Soares pode não ter o porte de um Cary Grant ou o tipo de um George Clooney, outros personagens deste Clássicos. Mas, embora não se encaixe no tipo físico de galã, ele de certo modo os supera: continua sendo um ícone de bem-vestir aos 74 anos.

O showman percebeu cedo que seu tipo físico requer atenção especial na hora de escolher roupas – o que não quer dizer esconder-se sob peças escuras. Nascido no Rio de Janeiro, José Eugênio Soares, filho de um corretor da Bolsa de Valores e de uma dona de casa, soube encontrar um estilo e adaptá-lo ao seu corpo. Ele não veste roupas justas demais (que destacam os defeitos) nem largas demais (que agigantam a silhueta). Jô, que chegou a morar no hotel Copacabana Palace quando criança, e na adolescência trabalhou como office boy em um escritório de exportação de café, não tem medo de usar cores, estampas ou acessórios que chamem a atenção. São essas escolhas que o distinguem.

O humorista só começou a carreira artística após um período de seis anos no exterior, do qual voltou falando inglês, francês e italiano. De início, queria ser diplomata, mas teve de repensar esse desejo após ouvir “Independentemente do que fizer, você vai acabar mesmo é nos palcos”, do apresentador Silveira Sampaio, o precursor dos talk shows na TV brasileira.

Seu primeiro trabalho na telinha foi como redator e ator no programa Família Trapo, da Rede Record, e teve grande repercussão. No começo dos anos 1970, foi para a Globo, onde fez sucesso com diversos programas, entre eles Viva o Gordo, que eternizou personagens como o Capitão Gay e o Reizinho. De lá, foi para o SBT, a convite de Silvio Santos, com a promessa de ganhar o seu sonhado programa de entrevistas. O Jô Soares Onze e Meia evidenciou o lado cínico e sarcástico de Jô, características bem recebidas junto com sua irreverência.

No programa Sai de Baixo (1), de 1998; em um quadro de Planeta dos Homens (2), de 1978, e na Academia Brasileira de Letras (3), em 2005: Jô descobriu cedo seu estilo e a proporção certa das roupas.

Ao contrário de seus colegas de formato, como os norte-americanos David Letterman e Jay Leno, o talk show de Jô não convida apenas celebridades. “Já entrevistei o presidente em uma noite e um vendedor de amendoim na seguinte. Eu gosto dessa variedade”, declarou ele ao jornal The New York Times, em 2002. Por seu sofá, seja no SBT ou na Globo, para onde retornou em 2000, passaram alguns dos nomes mais importantes da música, do cinema, da moda e da política, como Tom Jobim, Gisele Bündchen e Luís Carlos Prestes. Além de desconhecidos muito curiosos, como uma bióloga que queria dar o nome de Jô, em sua homenagem, a uma espécie de minhoca, ou uma profissional que dava dicas a homens e mulheres de como exercitar os músculos pélvicos.

Fora da TV, o carioca radicado em São Paulo, proprietário de um apartamento com mais de 600 metros quadrados no bairro Higienópolis, é um fenômeno. Já publicou sete livros e esteve envolvido em mais de 30 peças de teatro e 20 filmes, seja como ator, diretor ou roteirista. A quase unânime simpatia que desfrutou por anos sofreu alguns baques nos últimos tempos. Os humoristas do Pânico na TV, em 2005, o perseguiram para que calçasse as “sandálias da humildade”, título outorgado a figuras tidas como antipáticas e arrogantes. A provocação mais recente, também vinda do Pânico, é o personagem “Jô Suado”, que satiriza sua fama de falar mais que os convidados durante as entrevistas. Mesmo visivelmente incomodado com as brincadeiras, ele foi elegante: calçou as tais sandálias e declarou gostar de sua imitação.

Na verdade, para irritar mesmo Jô Soares, a melhor tática é chamá-lo de “gordinho”. “Gordinho é preconceituoso. Eu sou gordo mesmo!”, costuma dizer. É provável que, justamente por sua forma física, Jô tenha se tornado referência de estilo no Brasil. Ser gordo sempre foi seu grande charme. Mesmo largo, ele usa peças adequadas ao seu corpo. As calças de corte reto, os cardigãs de tricô e os blazers disfarçam suas proporções. E detalhes chamativos, como cores fortes ou acessórios inusitados, quebram o que pode parecer monótono.

O estilo de Jô faz referência a épocas passadas. Tem muito do preppy, que busca inspiração nas universidades americanas e mistura peças de alfaiataria a outras esportivas. Durante o último Risadaria, evento de humor que o homenageou em 2011, foram expostas fotos e peças clássicas de seu vestuário. Ele declarou: “Tudo o que está aqui veio do meu armário. Parece museu, mas eu uso”. Jô se referia a suas clássicas gravatas-borboleta estampadas, aos relógios, suspensórios e óculos no melhor estilo retrô. O homem que deixou o humor brasileiro mais farto é puro senso de humor.

Elegância sem medida


O look retrô de Jô se adapta bem a gordos ou magros

1. Suéter de tricô de algodão VR Menswear, R$ 299, camisa de algodão Lacoste, R$ 299

2. Suspensório de elástico e couro Brooksfield, R$ 249

3. Óculos de titânio Michael Kors, R$ 600, na Marchon

4. Blazer de algodão Carolina Herrera Sport, preço sob consulta

1. Suéter de tricô de algodão Gucci, R$ 1 710

2. Gravatas-borboleta de seda Petulan, R$ 438 (vermelha), Rich, R$ 139 (branca)

3. Relógio de metal MinhaAvó Tinha, R$ 150

4. Lenço de algodão Babel, R$ 40 (xadrez), lenço de seda Brooksfield, R$ 99 (bolinhas)

5. Calça de algodão Crawford, R$ 239,90

6. Blazer de lã Gant, R$ 1 390, camisa de algodão VR Menswear, R$ 159, gravata de seda Carolina Herrera, R$ 400

7. Car shoe de couro Shoestock, R$ 129,90

Crédito da notícia: Revista Alfa


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Postado em: 14 de agosto de 2012 - Publicado em Alfaiataria

A profissão de um alfaiate vem de longe. Definida como umas das mais antigas do mundo,o termo em inglês tailor existe desde 1297. Nessa época,a palavra definida a profissão como “cortador de tecidos”. Já a palavra em português vem do árabe alkhayyát,do verbo kháta que significa “coser”. De uma forma ou outra,o papel do alfaiate como conhecemos agora surgiu junto com a tão falada moda.

No começo dos tempos,o homem se vestia para cobrir e proteger o corpo.Não se preocupava com a estética,e sim com as mudanças climáticas e com o ambiente em que vivia.Chegando o início das sociedades,o tecido que o homem estava vestindo definia o seu staus social – os guarda-roupas dos burgueses fazia parte dos bens da familia.O tecelão trabalhava juntamente com o fazendeiro e o tecido ia direto para as mãos da dona de casa. Nessa época, as roupas eram feitas em casa mesmo, e só depois do renascimento,com uma preocupação maior em mostrar as formas do corpo, que o homem passou a dar valor tanto ao corte de uma roupa quanto ao tecido usado em sua construção. A partir daí, não era mais qualquer um que conseguiria confeccionar sua própria peça de roupa.

Era preciso um estudo maior do corpo humano e mais de uma pessoa envolvida no processo. Foi quando o papel do alfaiate cresceu – antes sua importância era a mesma que a de um tecelão.

O alfaiate precisava ter conhecimento de todo o processo de criação da roupa – mais ou menos o que esperamos de um estilista nos dias de hoje. Ele sabia quais ovelhas criar para conseguir a lã certa,direcionava o tecelão, sabia o valor que cada tecido tinha e entendia perfeitamente todas as proporções do corpo humano. Além disso, o alfaiate tinha contato direto com seus clientes e acabava fazendo parte de circulos sociais restritos e invejados por outros comerciantes e o trazia para mais perto da corte. Com isso , vinham grandes responsabilidades. Nessa época , o trabalho de um alfaiate não permitia erros. Se uma peça saísse errado, o alfaiate tinha que pagar multas equivalentes a dez dias de trabalho e a peça poderia ser confiscada.

Com a ascensão de Luís XVI, o rei sol , a França virou o centro da moda. Era lá que tudo acontecia. A corte representava as primeiras passarelas e , assim como o rei a elite passou a ostentar toda a sua riqueza nas roupas que usava. Brocados, dourados, bordados e pedrarias tomavam conta das vestimentas. Tudo que se vestia lá era copiado pelo resto do mundo – menos na Inglaterra. Por motivos políticos, a moda do rei sol não pegou tão forte na sociedade britânica. Na verdade, tudo o que eles queriam era exatamente se destinguir da corte britânica.

Alguns anos se passaram e a revolução industrial apareceu. A partir daí, o foco se voltou para um grupo boêmio londrino que, como uma forma de rebeldia, havia trocado as perucas brancas pelo cabelo cortado e os broncados e veludos por tons sóbrios de lã . Foi nessa época que surgiram os dândis, trazendo a alfaiataria – terno e gravata – como conhecemos hoje a tona. Foi o ponto de partida para londres virar uma referencia de alfaiataria , virar um símbolo para a moda britânica e mundial.

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Postado em: 1 de agosto de 2012 - Publicado em Novidades

Em uma apresentação simples ao ar livre, a coleção criada pelo estilista brasileiro Gustavo Lins mostrou roupas confortáveis e, ao mesmo tempo, sofisticadas nesta sexta-feira (29), terceiro dia da semana de moda masculina de Paris. A coleção traz bermudas em malha misturadas a peças de alfaiataria com cortes mais elaborados.

Reafirmando a tendência esportiva das coleções masculinas de verão já mostradas nas passarelas de Milão e Paris, o futebol foi referência para os tênis pretos que acompanharam quase todos os looks, resultado da parceria do estilista com a marca brasileira Penalty.

Verão sóbrio

Em uma coleção quase toda em preto e branco, o estilista Boris Bidjan Saberi explorou as formas em paletós e camisas que lembravam dobras do origami, deixando caimentos mais fluidos para as calças, sempre curtas, e bermudas. O clima era industrial e futurista, com modelos caminhando maquinalmente entre o público.

A coleção masculina apresentada pela grife japonesa Comme des Garçons também trouxe muito preto, branco e cinza, mas quebrados por estampas variadas e toques de dourado que, em conjuntos inteiros de calça e camisa, se escondiam sob casacos longos.

Com mais dois dias pela frente, a semana de moda masculina de Paris terá nomes de peso neste sábado (30), incluindo Dior Homme, Kenzo e Maison Martin Margiela.

Matéria: Daniela Fetzner

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